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Marzo de 2013

Mitología, Literatura, Arquitectura - Mito, saber popular e memoria colectiva

Lina Bo não concebe o ensino como instrução de uma massa teleguiada, mas como cultivo da livre descoberta do indivíduo. E nisto coincide com o revolucionário processo de educação proposto por Paulo Freire, cuja raíz residia na "conscientização", invertendo o processo tradicional do aprendizado. Como em um baile, o visitante é livre para escolher com que quadro vai iniciar a dançar. Há uma impressionante sintonia com os objetos suprasensíveis de Hélio Oiticica e Lygia Clarck, dois artistas que no Brasil estarão, na mesma época, propondo novas formas de sensibilizar o espectador, solicitando sua participação na obra e criando objetos de arte que incitam ao tato e ao jogo.

 

Hélio Oiticica, O Grande núcleo, 1960. Oleo sobre madeira ; instalado na exposição “Brazil Projects“, PS 1 Museum, Long Island City, NY 1988.

 

A obra de arte não se oferece ao espectador como representação mas como presença. E esta noção de presença tem pouco que ver com a de espetáculo, que vincula o espectador a contemplar obediente, automática e passivamente o que lhe é exposto diante dos olhos. O presente vivo contrapõe-se a este modelo de presente agora convertido em uma pausa inconsistente e desvitalizada. Os museus de Lina nada tem a ver com as arquiteturas espetaculares dos museus de Gehry, Zaha Hadid etc., concebidos como sistemas auto-suficientes que funcionam por si mesmo sem a necessidade do homem, estabelecendo-se ali como uma colonização sem apoiar o lugar ou o existente.

 

No Masp, ao contrário dos museus e exposições tradicionais, os quadros não eram colocados contra a parede, mas ocupavam toda a sala e se apresentavam sobre grandes vidros transparentes fixados em uma base cúbica de concreto, de modo que a dimensão final do conjunto —quadro, vidro e base de concreto— resultava proporcional ao tamanho de um homem, ficando o quadro à altura dos olhos do observador. Este sistema permitia que o quadro se destacasse do plano bidimensional da parede para vir fazer parte do espaço tridimensional cotidiano. O quadro se apresentava então como um objeto autônomo que participava objetivamente da experiência cotidiana, lado à lado com o visitante, que estaria convivendo literalmente com a obra de arte. Não existiam percursos pré-determinados, as obras não estavam dispostas sob qualquer tipo de classificação de estilo ou período a que poderiam pertenecer. Simplesmente são arte e eram apresentadas todas ao mesmo tempo como se imagináramos 500 anos de história da arte européia —o que corresponde aproximadamente ao acervo do Masp— comprimidos neste único momento, situado dentro desta caixa mágica de luz. E é justamente a presença humana que dava vida a este espaço, que animava e colocava em movimento a "caixa". Era o visitante quem, por direito, elegia suas preferências a partir deste contato físico e íntimo com a arte, sem qualquer tipo de leitura filtrada por terceiros.

 

[…] as obras modernas, em uma estandartização, foram situadas de tal maneira que não colocam em relevo a elas, antes que o observador lhes ponha a vista. Não dizem, portanto, "deves admirar, é Rembrandt", mas deixam ao espectador a observação pura e desprevenida, guiada apenas pela legenda, descritiva de um ponto de vista que elimina a exaltação para ser criticamente rigorosa. Também as molduras foram eliminadas (quando não eram autênticas da época) e substituídas por um filete neutro. Desta maneira, as obras de arte antigas acabaram por se localizar numa nova vida, ao lado das modernas, no sentido de virem a fazer parte na vida de hoje, o quanto possível.[68]

 

Neste texto Lina se refere ao antigo Masp, então instalado na rua 7 de abril, mas o conceito da nova pinacoteca já está aí presente, e nesta última será ainda mais radical: as legendas dos quadros desaparecem e toda informação teórica é colocada detrás deles, tornando-os ainda mais autônomos. No Masp a arte dá literalmente as costas para a academia, elas tomam direções opostas. O espectador transforma-se em ator, chamado a um estado consciente e crítico frente ao que vê e analisa. É uma atitude idêntica àquela buscada pelo teatro brechtiano: o espectador não é mais somente um consumidor, mas ele deve também produzir, pois, sem a sua participação ativa, a representação — no nosso caso, a arquitetura — é incompleta. No teatro de Brecht, assim como nos museus de Lina, tudo concorre para uma transformação qualitativa de um coletivo, garantindo-lhe uma formação e uma informação especialmente pensada para lhe permitir freqüentar o teatro ou o museu. Os espectadores são incitados a adotar uma atitude que não seja dócil, mas de lucidez, uma atitude que sobrepasse os interesses particulares e que lhes permita compreender o que consomem[69] . E é precisamente esta atitude crítica a que necessita se adotar hoje e de forma urgente a nova geração de arquitetos no Brasil.

 

Pois não só a obra de Lina Bo Bardi vem sendo devastada, muitas outras excepcionais arquiteturas modernas sofrem deste descaso geral. Um dos exemplos mais chocantes é o caso do conjunto da Pampulha de Oscar Niemeyer, simplesmente abandonado. Outro é o MuBE – Museu Brasileiro de Escultura de Paulo Mendes da Rocha, com o salão de atos desmantelado e o conjunto ocupado com instalações de mau gosto. Todas elas vítimas de corrupção, mediocridade e hipocrisia, acatadas com apatia por aqueles profissionais arquitetos e acadêmicos deste Brasil emergente deslumbrados pelo “feitiço do mercado”.

 

A obra de Lina é um alerta contra uma sociedade de consumo massificada que cada vez mais despreza sua produção local, bem como seu valor criativo e transformador. Lina opera no sentido de impedir que a tradição perca sua eficácia subversiva, ao ser remanejada pelos que detém o poder, ou desapareça condenando o homem à amnésia e inibindo a redenção do passado. Neste sentido, sua postura coincide com a que Benjamin propôs para o historiador:

 

Em cada época é preciso arrancar a tradição ao conformismo, que quer apoderar-se dela. Pois o Messias não vem apenas como salvador; ele vem também como o vencedor do Anticristo. O dom de despertar no passado as centelhas da esperança é privilégio exclusivo do historiador convencido de que também os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer. E esse inimigo não tem cessado de vencer.[70]

 

Essecarátermessiânicoda obra de Lina é o que interessa ressaltar, abordando sua preocupação frente à cultura, à tradição e o passado.

 

É preciso se libertar das "amarras", não jogar fora simplesmente o passado e toda a sua história; o que é preciso é considerar o passado como presente histórico. O passado, visto como presente histórico, é ainda vivo, é um presente que ajuda a evitar as várias arapucas… Frente ao presente histórico, nossa tarefa é forjar um outro presente, "verdadeiro", e para isso é necessário não um conhecimento profundo de especialista, mas uma capacidade de entender historicamente o passado, saber distingüir o que irá servir para as novas situações de hoje que se apresentem a vocês, e tudo isto não se aprende somente nos livros.[71]

 

Algo que ecoa diretamente nos escritos de um outro “messias” :

 

A tradição dos oprimidos nos ensina que o "estado de exceção" em que vivemos é na verdade a regra geral. Precisamos construir um conceito de história que corresponda a essa verdade. Nesse momento, perceberemos que nossa tarefa é originar um verdadeiro estado de exceção; com isto, nossa posição ficará mais próxima na luta contra o fascismo.[72]

 

Originar um verdadeiro estado de exceção, ou “forjar um outro presente”, em palavras de Lina, é a tarefa de que se incumbe desde sua arquitetura, impulsando-nos a ver para além das polaridades opressivas do pensamento que herdamos, para dar forma àquela "razão sonhante" proposta por Breton no primeiro manifesto do Surrealismo, ou simplesmente a uma arquitetura entendida em palavras de Lina como um “organismo apto à vida”, não submetida à medida, ao juizo e à valores estabelecidos.

 

Fim de partida nos Tristes trópicos !

 

 

Olivia de Oliveira
Outubro-Dezembro 2012

 

 



*Olivia de Oliveira, arquiteta. Vive e trabalha em Lausanne. Autora entre outros do livro Sutis Substâncias da arquitetura de Lina Bo Bardi(também traduzido ao inglês). Romano Guerra/ Gustavo Gili ed., São Paulo/ Barcelona, 2006 e da monografia Lina Bo Bardi, obra construida in: 2G n°23/24, Gustavo Gili, Barcelona, janeiro 2003.

 

[1] Apud. Cypriano, Fabio. “Vidro arte” in: A Folha de São Paulo, 24 de agosto de 2011. Documento digital

<http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2408201109.htm> consulta 16.09.2012.

[2] "Projeto de status", quer dizer, de projeção social. Lina usou esta expressão contrapondo-se ao arquiteto Kneese de Mello no seu texto: "Arquitetura e Tecnologia". In: Alberto Xavier. Arquitetura Moderna Brasileira. Depoimento de uma geração. 1ª ed. São Paulo,

Hunter Douglas, 1987c. pp. 258-260.

[3] Cf. Tinem, Nelci. O Alvo do olhar estrangeiro. O Brasil na historiografia da arquitetura moderna. Ed. Manufatura, 2002. João Pessoa.

[4] Liernur, Jorge Francisco. "Un nuovo mondo per lo spirito nuovo: le scoperte dell'America Latina da parte della cultura architettonica del XX secolo". In: Zodiac. nº 8, 1992. pp. 84-121.

[5] A entrevista de Hans-Ulrich Obrist à Zé Celso aconteceu no Teatro Oficina, dia 06.09.2012. Documento digital < http://new.livestream.com/uzyna/hansulrich/images/3561139> visualizado em 16.09.2012.

[6] “Lina Bo Bardi. Curriculum Literário.” In: Ferraz. Marcelo Carvalho (ed.). Lina Bo Bardi. São Paulo. Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1993, p.12.

[7] Além de Lina Bo, faziam parte do grupo A.A Architetti Associati, Carlo Pagani, Giancarlo De Carlo, Marco Zanuso, Luciano Canella, Radici, Gandolfi, Righini e outros.

[8] Sobre este período da revista Habitat e o papel de Geraldo Ferraz ver: Cappello, Maria Beatriz Camargo e Merli, Giovanna Augusto. “Geraldo Ferraz na revista Habitat: a discussão político-social” in: Horizonte Científico. Universidade Federal de Uberlândia, Vol. 5, n°2, 2011. Documento digital <http://www.seer.ufu.br/index.php/horizontecientifico/article/view/13615>.

[9] Com Pagu, Ferraz teve um filho, o segundo de Pagu, que era divorciada de Oswald de Andrade. Sobre Geraldo Ferraz, ver : NEVES, Juliana Cunha Lima. Geraldo Ferraz e Patrícia Galvão: a experiência do Suplemento Literário do “Diário de S. Paulo” nos anos 40. Ed. Annablume, São Paulo, 2005. 214 pp.

[10] Andrade, Oswald de. “Sex-Appeal-Genário”. Discurso de agradecimento pela homenagem feita em comemoração aos 50 anos do poeta, publicado originalmente no Jornal de S. Paulo em 26 de março de 1950. In: Boaventura, Maria Eugênia (org.) Estética e Política. São Paulo, ed. Globo, 1991. p.133.

[11] Andrade, Oswald de. “O sentido do interior”. Palestra proferida em Baurú, em 31 de julho de 1948. In: Boaventura, Maria Eugênia (org.) Estética e Política. São Paulo, ed. Globo, 1991. p.199.

[12] Andrade, Mario de. "Regionalismo". Diário Nacional, São Paulo, 19/02/1928, reproduzido in: Arte y Arquitectura del Modernismo Brasileño (1917-1930). Amaral, Aracy. Ayacucho, Caracas,1978. pp.163-164.

[13] Subirats, Eduardo. La existencia Sitiada. Mexico, ed. Fineo, 2006, p.249.

[14] Bo Bardi, Lina. "1ª Lezione". (Manuscrito para 1ª Aula de Teoria e Filosofia da Arquitetura). Escola de Belas Artes da Bahia. 11/08/ 1958.

[15] Van Eyck, Aldo. "Team 10 primer " Otterlo Meeting. In: Smithson, Alison (ed). Team 10 primer. Studio Vista, London 1968. p.22. Originalmente publicado in: Architectural Design, Dezembro, 1962.

[16] Bo Bardi, Lina. Contribuição propêdeutica ao ensino da Teoria da Arquitetura. Habitat. São Paulo, 1957 p.67 A cita de Gropius é de uma conferência proferida em São Paulo, publicada na revista Habitat, n°14. p.25

[17] Bo Bardi, Lina. "Na Europa a casa do Homem ruiu". In Rio nº 92, Rio de Janeiro, fevereiro. 1947.

[18] Sobre este conceito ver Oliveira, Olivia de. Sutis Substâncias da arquitetura de Lina Bo Bardi. Gustavo Gili/ Romano Guerra ed. São Paulo/ Barcelone, 2006. pp. 41-80.

[19] Bo Bardi, Lina. "Casa de Mário Cravo". In: Diário de São Paulo , 22/08/1958. Cit. In: Ferraz, op. cit., p.126.

[20] Bo Bardi, Lina. "Arquitetura e Natureza ou Natureza e Arquitetura". (Manuscrito da Conferência pronunciada na Casa da França). Salvador, 27/09/1958. p.2. Arquivo Instituto Lina Bo e P.M. Bardi.

[21] Bo Bardi, Lina. "Casas de Vilanova Artigas". In: Habitat. nº 1, out./dez. São Paulo 1950. pp. 2-16.

[22] Risério, Antônio. "Uma aventura pragmática" in: Avant-garde na Bahia. 1ª ed. São Paulo, Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1995. pp.31-67.

[23] Risério, Antônio. Avant-garde na Bahia. op. cit.

[24] Tentori, Francesco. P.M Bardi con le cronache artistiche de "L'Ambrosiano" 1930-1933. Milano, Mazzotta, 1990. p.179.

[25] Com exceção de um breve período, que vai de 1958 a 1961, onde o proletariado juntar-se-á à burguesia industrial nordestina, esta sob o comando de Cid Sampaio em Pernambuco, mas numa coligação em que a subordinação do proletariado era mais formal que real; aí, realmente, é já uma forma de potência igual à da burguesia industrial. Cf. Oliveira, Francisco de. Elegia para uma Re(li)gião. Sudene, Nordeste. Planejamento e Conflito de classes. 6ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981 (1977). pp. 106-115.

[26] Oliveira, Francisco de. Elegia… Op. cit., p.112.

[27] Este grupo era integrado pelo educador Paulo Freire, Germano Coelho, Paulo Rosas, Mª Antonia MacDowell e Anita Paes Barreto. Cf. Amaral, Aracy (ed). Arte para quê?. A preocupação social na arte brasileira. São Paulo, 1984. 435p.

[28] Depoimento de Fernando Rocha Peres concedido-me em 29/05/96, Salvador, Bahia.

[29] […] a guerra que as novas gerações devem abrir contra a província deve ser imediata: a ação cultural da Universidade e do Museu de Arte Moderna são dois tanques de choque […], os clarins da batalha foram tocados pelas grandes exposições do Museu de Arte Moderna e pela montagem da Ópera dos Três Tostões de Brecht, que provocaram grande excitação no pensamento pequeno-burguês. A dinamização da imprensa, que deve perder os mais tolos preconceitos de linguagem, seria o terceiro tempo a vencer […]. Contra o doutorismo, a oratória, a mitologia de praça pública, contra a gravata e o bigode. […] está sendo derrotada na província a própria provincia: derrotada na sua linguagem convencional, no seu tabu contra a liberdade de amar, na sua conveniência do traje, nas suas leis contra a revolução […]. Gostaria que todos vocês que lideram nosso verdadeiro pensamento se empenhassem para levar a Bahia um passo a frente”. Gerber, Raquel. "Glauber Rocha e a Experiência inacabada do Cinema Novo" in: Glauber Rocha. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1977, p.23.

[30] Bo Bardi, Lina. Apresentação da exposição Brennand. (Folheto impresso). Museu de Arte Moderna da Bahia. 1961.

[31] Sobre o tema ver Pasolini, Pier Paolo. Scritti Corsari. Trad. 6ª ed. Milano, Garzanti, 1995 (1975). 248 p.

[32] "Porque o Nordeste?" in: Bo Bardi, Lina. Tempos de Grossura: O Design no impasse. 1ª ed. São Paulo, Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, 1994. pp. 20-24.

[33] Bo Bardi, Lina. "Cinco Anos entre os "Brancos". O Museu de Arte Moderna da Bahia". In: Mirante das Artes. nº 6, nov-dez 1967.

[34] Bo Bardi, Lina. "A denúncia solitária, sem consequência, é burguêsa". (mimeo inédito). Arquivo Museu de Arte Moderna da Bahia.

[35] Valentim, Rubem. "Manifesto ainda que tardio". In: Revista Arte e Cultura. nº4(3), 1993 (1976). pp. 131-136.

[36] Bo Bardi, Lina. Tempos de Grossura: … opus cit., p.74.

[37]O’Gorman, Juan. Conferencia en la Sociedade de Arquitectos Mexicanos. Outubro, 1933. In: pp. 69-77

[38] Lopez Rangel, Rafael. Diego Rivera y la arquitectura mexicana. Secretaría de Educación Pública, México D.F. 1986.

[39] Idem.

[40] Subirats, Eduardo. "La escritura de la ciudad (writing and cities)". Documento eletrônico : <http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq047/arq047_01_e.asp>, abril 2004.

[41] Anotações pessoais para o projeto Camurupim, publicadas sob o título "Progresso e Civilização" in: Ferraz, Marcelo Carvalho (ed). Lina Bo Bardi. 1ª ed. São Paulo, Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, 1993. p.209.

[42]Pasolini, Pier Paolo. Scritti Corsari. 6ª ed. Milano, Garzanti, 1995 (1975). p.50.

[43]Bo Bardi, Lina. Entrevista para Arte na Bahia. Teatro na Universidade. São Paulo. Nov. 1990. Ed. Corrupio. Salvador, 1991. p.12.

[44]Sabbag, Haifa Y. "A Metáfora Continua" (entrevista a Lina Bo Bardi). In: AU. nº 7, agosto 1986. pp. 50-52.

[45]Ibidem.

[46] Lima, Fábio. "A Cidade como Território Sagrado". (mimeo) Salvador, FAUFBa, Seminário Diáspora Negra, 1997.

[47] Bo Bardi, Lina. Contribuição propêdeutica ao ensino da Teoria da Arquitetura. São Paulo, Habitat, 1957. p.13.

[48] Bo, Lina e Pagani, Carlo (ed.). "Sensibilità dei materiali". In: Domus. nº 201, set 1944i. pp. 314-319.

[49] Santos, Juana Elbein dos. Os Nàgô e a morte. Pàde, Äsësë e o culto Égun na Bahia. Universidade Federal dsa Bahia. 5ª ed. Petrópolis, Vozes,1988. p.42.

[50] Os croquis foram publicados in : Oliveira, Olivia de. Sutis Substâncias… Op.cit. pp. 266-275, 299 e seguintes.

[51] Certeau, Michel de. A invenção do cotidiano. Op. cit. pp. 76-79.

[52] Idem pp.84-86

[53] Van Eyck, Aldo. "Otterlo Meeting", 1959. In: Smithson, Alison (ed). Team 10 primer. Op. cit. p.43

[54] Subirats, Eduardo. "Fourier o el mundo como voluptuosidad". In: Utopía y subversión. Barcelona, Anagrama, 1975. pp. 11-46.

[55]  Bo Bardi, Lina. "Na Pompéia. O Bloco Esportivo". In: Casa Vogue. nov/dez. 1986. p.134.

[56] Galeano, Eduardo. El Futbol a sol y sombra. Madrid, Siglo XXI de España, 1995. p.118.

[57] http://www.copa2014.turismo.gov.br/copa/home.html

[58] Bardi, Pietro Maria. "Museés hors des limites". In: Habitat. nº 4, 1951. pp. 50.

[59] Bo Bardi, Lina. "O Novo Trianon, 1957-67" in: Mirantes das Artes n°5, set/out. 1967. p.20.

[60] Bo Bardi, Lina. "Museu de Arte di San Paolo del Brasile". In: L'architettura Cronache e Storia. vol. 210, nº 12, aprile 1973. pp. 776-797. O texto acima citado não está apresentado em italiano, mas como uma "apresentação da autora" introduzindo o artigo e figura em quatro idiomas: inglês, francês, alemão e espanhol.

[61] Abalos, Iñaki (ed). Bruno Taut. Escritos 1919-1920. Madrid, El Croquis, 1997. 299p.

[62] Faerman, Marcos. "Criadora do Masp sonha com dias melhores para o museu". In: Jornal da Tarde.18-11, 1991.

[63] Repetidamente em diferentes ocasiões. Ver por exemplo: Viana, André. "Monumento em guerra" in: Gazeta Mercantil [Caderno Fim de Semana ] São Paulo, 04/05/2001; Fioravante, Celso "MASP fecha após semestre capenga". in: Folha de São Paulo, 22 de Julho de 1999; Ribeiro, Marili. "Masp mostra polêmica sobre como exibir arte" in: Jornal do Brasil, Rio de Janeiro 27 de Novembro de 1998.

[64] Quetglas, Josep. “Miscelánea de prejuicios propios y opiniones ajenas, acerca del Mundo, el Demonio y la Arquitetura”. In: El Croquis, n°92, Madrid 1998.

[65] Van Eyck, Aldo. "A superlative gift (Um dom superlativo)". In: Museu de Arte de São Paulo. Blau e Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, Lisboa, 1997. pp. s/n.

[66] Bo Bardi, Lina. "O Museu de Arte de São Paulo. Função social dos Museus". In: Habitat. nº 1, out/dez 1950 c. p. 17.

[67] Ibidem.

[68] Ibidem.

[69] Brecht, Bertold. "La marche vers le théâtre contemporain". In: Ecrits sur le théâtre. Trad. Jean Tailleur e Guy Delfel. 2ª ed. Paris, L'Arche, 1967 (1927-31). pp. 125-222.

[70] Sobre o conceito de história. In: Benjamin, Walter. Magia e técnica, arte e política. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo, Brasiliense, 1986 (1939-40). pp. 222-232.

[71] Bo Bardi, Lina. "Uma aula de Arquitetura". In: Projeto. nº 133, 1990. pp. 1O3-1O8.

[72] “Sobre o conceito de história” In: Benjamin, Walter. Op. cit., pp. 222-232.